Aqui se lê sobre tudo o que interessa a quem escreve. Tudo muda constantemente, inclusive as opiniões. Aqui se encontra uma escrita livre que se impulsiona pelo desejo de expressar-se. Sinta-se a vontade para questionar e criar. No dia a dia construo minhas ideias e elas diariamente me desconstroem. Nessa costura que faço na minha rotina compartilho com vocês os retalhos e que possam, assim, remendar seus seres.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Pelo direito de ser infeliz o/
Odeio quando as pessoas rejeitam sua dor e te suprimi de expressão. Deixam-te sem graça para ser triste. Esse tipo de atitude vem se espalhando de uma forma assustadora. Não é permitido sofrer. Fala-se muito em tirania da beleza, mas a tirania da felicidade?
Dessa forma, é como se o sujeito estivesse constantemente engasgado sem poder falar sobre suas dores, frustrações e sofrimentos. Essa cultura do hedonismo e da juventude feliz e eterna está sufocando e mascarando cada vez mais as pessoas. É como se o indivíduo vinhesse ao mundo com um único dever e este é de ser feliz em tempo integral. Não se pode reclamar da vida. "Olhe para o lado e veja que a vida de outro alguém está em pior condições que a sua, então, não reclame, não é justo." Pronto. Assunto resolvido. Acabou, não se fala mais nisso. Parece que estamos sempre ouvindo aquela frase dita pelas mães aos filhos que choram irritantemente: "engula o choro". Pois é, desde cedo aprendemos a suprimir nossas emoções e a falsear nossos sentimentos para nos encaixarmos em um padrão de vida que não se encaixa em nós.
Duas medidas e um peso
E de repente não existe mais nada de particular. Procuro um ponto em comum, mas não há nenhum. Busco no interior vestígio de algo que já fez parte do todo e deparo-me com um estranho. Nem sei dizer se é um reflexo deformado ou outro alguém. Aquele Eu que se satisfazia, ver-se curvado agora a outro estranho que tornou-se Eu. Sou o avesso de mim mesma.
Nesse espetáculo da vida cotidiana não sei mais separar o ator do personagem. Tenho a sensação que estou perdida. As diversas máscaras que usei ao longo da vida fundiram-se com o meu verdadeiro Eu. Risos e abraços são ilusões, sinceros ou não. O que fazer? Meu ser não está fragmentado, ele está mesclado. Como posso encontrá-lo então? Não tenho pedaços a recolher. Está tudo grudado. A sensação de viver um teatro tornou-se fato.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Um dia inesperado.
Pode não parecer, mas hoje eu aprendi uma grande lição de algo simples, mas extremamente significativo. O dia foi produtivo.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Um tapa sem mão.
Posso dizer que fiquei impressionada. Eu nunca imaginei que um morador de rua "cheirador" de cola poderia ter tal atitude. Foi um tapa na cara. Percebi nesse momento que o preconceito cega e isso é tão óbvio que chega a ser ridículo. Disseram-me que o preconceito não é de todo sadismo, pode representar também um certo instinto de sobrevivência que tenta nos preservar. Fiquei remoendo isso na minha mente e posso dizer, depois de lembrar dessa cena, que esse instinto de sobrevivência é sádico.Sei que não saio por aí queimando mendigos, batendo em homossexuais, "esculhambando" negros e pisando em pobres, mas o preconceito que eu manifestei naquele dia (e em outros) foi também, pois, eu anulei a identidade daquele indivíduo. Eu neguei a ele o seu direito de ser quando o julguei por algo que ele não é. Eu, por medo (admito), não lhe olhei nos olhos, segurei minha bolsa com força e rezei pedindo para que ele não tivesse nenhuma manifestação criminosa. E ele, simplesmente, mostrou-me que é humano, que não é um estereótipo e que é sensível apesar de não ser alvo de sensibilidade.
Pois é, mesmo quando o preconceito é aparentemente inofensivo e explicável (o aumento da violência, por exemplo) ele é cruel, muito cruel, com quem sofre e com quem comete.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Aonde foi que nos perdemos?
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Sociedade do espetáculo e da ostentação.
“O sucesso tornou-se um meio ‘naturalizado’ ou ‘socializado’ de construção de identidade pessoal. A diluição do sujeito na moral do consumo e do mercado faz do sucesso uma das poucas condições de posse da admiração do outro. (...) A angústia do anonimato causa inveja do sucesso e avidez pela publicidade por que o sucesso é praticamente o único modelo de individualização deixado aos indivíduos. Modelo que reafirma a importância da posse de objetos de consumo como espelho identificatório. Eu sou aquilo que possuo, e quanto mais possuo, em qualidade e quantidade, mais sou bem-sucedido.” (COSTA, Jurandir Freire. 1994, p.47)
Nos tornamos artigos de vitrine.
O céu que arde na terra.
Celeste nasceu em noite estrelada. Filha única de um casal maduro que já havia perdido a esperança de procriar. Celeste nasce como um milagr...
-
Há algo de mágico em despojar-se no chão. Eu diria até sagrado. Você já tentou? Aqui embaixo eu faço as pazes com a minha insignificância e...
-
Celeste nasceu em noite estrelada. Filha única de um casal maduro que já havia perdido a esperança de procriar. Celeste nasce como um milagr...
-
Meus cabelos caem. Os fios espalham-se pela casa. Para onde olho existe um pedaço de mim caído. Parece que me desfaço a cada fio. Parece que...