Minha mãe não sabe, mas sou poeta.
Ou pelo menos sempre quis ser.
Desde cedo gosto de observar as coisas que não são vistas.
Leio seus mistérios e descubro o que ela teima em esconder.
Meu irmão não sabe, mas sou poeta.
Ou pelo menos sempre tentei ser.
Quando ele se afastou senti no estômago a saudade.
E até hoje não compreendo nossas distâncias.
Minhas tias não sabem, mas sou poeta.
Ou pelo menos penso que sou.
Sinto cheiro de magia quando elas se encontram.
Um tipo de calma me afeta quando estão unidas.
Minha prima não sabe, mas sou poeta.
Ou pelo menos finjo que sou.
Rio com a sua juventude.
Temo por sua esperança.
Meu sobrinho não entende, mas sabe que sou poeta.
Quando cantei para o seu sono.
Quando choro as nossas despedidas.
Quando peço a Deus, mesmo com a fé frágil,
que ilumine seu caminho e me faça poeta para encantar seus dias.
Aqui se lê sobre tudo o que interessa a quem escreve. Tudo muda constantemente, inclusive as opiniões. Aqui se encontra uma escrita livre que se impulsiona pelo desejo de expressar-se. Sinta-se a vontade para questionar e criar. No dia a dia construo minhas ideias e elas diariamente me desconstroem. Nessa costura que faço na minha rotina compartilho com vocês os retalhos e que possam, assim, remendar seus seres.
domingo, 13 de setembro de 2015
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