Não.
Eu não aceito me poupar.
Não quero ser poupada de nada.
Se for dor que seja dor então.
Não permito que anestesiem o meu sofrer.
Eu quero o todo.
Deixem-me com minhas intensidades.
Já basta.
Sou vastidão nessa estrada sem rumo.
A minha vida quero que seja vivida com tudo que ela tiver pra me oferecer.
Chega de experimentar aos poucos.
Meus dias passam com pressa.
A vida não perde tempo.
Então, não quero me perder nela.
Aqui se lê sobre tudo o que interessa a quem escreve. Tudo muda constantemente, inclusive as opiniões. Aqui se encontra uma escrita livre que se impulsiona pelo desejo de expressar-se. Sinta-se a vontade para questionar e criar. No dia a dia construo minhas ideias e elas diariamente me desconstroem. Nessa costura que faço na minha rotina compartilho com vocês os retalhos e que possam, assim, remendar seus seres.
sábado, 20 de janeiro de 2018
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
Olá! Sou adulta.
Eu cresci. Eu envelheci. Sou adulta. As coisas não são mais como eram na infância e, muito menos, na adolescência. Eu não sou mais quem um dia fui e ao mesmo tempo me sinto em constante transformação. Sei que ainda há muita coisa pra descobrir e se revelar. Há tanta coisa pra aprender. Surgiu em mim um sentimento de gratidão. Gratidão por hoje está me sentindo cada vez mais MINHA. Cada vez mais mulher. Tenho poder. Sou possibilidade. Tenho capacidade de gerir minha vida (Quem diria?). Gratidão por estar aqui, viva, aos 27 anos. São 27 anos. Uau!
Acompanhado da gratidão veio o medo. O medo por hoje perceber que minhas pernas, e apenas as minhas pernas, são o meu apoio. Por tomar consciência que a minha história me pertence e sou eu que a (re)escrevo. Eu, só eu. Apesar de ter tantos entres e outros, sou eu que me faço e refaço todo dia e a todo instante. Sou minha. E, é importante, que eu cuide de mim. Desejo ser bem cuidada. Gosto de ser bem cuidada. Preciso me esforçar para promover o meu bem estar. Medo por encarar a passagem do tempo e ver que estou viva, aos 27 anos. Nossa, já são 27 anos!
E o que falar dos meus amigos e amigas? Gente, quem são meus amigos hoje? Caramba! Eu olho pra eles e penso "É sério isso? Como aquela criança se transformou nisso? Que incrível". Dá pra fazer outro texto sobre isso. Quem sabe um dia...?
É, eu cresci. Envelheci. Sinto, porém, que em mim existe algo de infantil e lúdico. E isso me fortalece e me encanta. Às vezes me dá a sensação de estar em casa. De estar em mim. Fico preocupada em perder essa ingenuidade que já noto mais madura e serena. Temo que ela se torne ridícula e seja mal julgada. Fico preocupada com o reconhecimento e aprovação dos outros adultos. Eu, que inicio nesse grupo quero ser bem recebida. Quero pertencer a essa classe. É louco, né? Gente, é muito louco.
Hoje, do alto da minha varanda me dei conta que eu cresci. E que o tempo tá passando. Que coisa boa é o tempo. Que coisa má é o tempo.
Enfim, quero apenas anunciar que sim, sou adulta. Cheguei, galera!
P.S.: Alguns dirão, "Vixe, só 27 anos?". Para esses eu digo "Respeite os meus 27 anos. Sim, 27 anos. CASSETE, É 27 ANOS! Daqui a pouco serão 28. E que assim seja até não ser mais."
sábado, 16 de dezembro de 2017
Lançamento.
Eu estava ali.
Vivendo. Sonhando.
Recebendo diante da porta todos com um abraço.
Eu era imensidão.
Olhar no rosto de cada um e sentir em mim tamanha gratidão
me deixou inteira.
Transbordei.
A cada olhar eu recebi carinho.
Minha alma foi lavada e renovada.
Esse laços foram remontados e fortalecidos.
Chorar poesia com vocês foi incrível.
Senhor, se na vida eu puder carregar pra sempre uma lembrança
conserve em mim a sensação de ter sido querida e amada como fui no dia 10 de dezembro de 2017.
Obrigada!
Vivendo. Sonhando.
Recebendo diante da porta todos com um abraço.
Eu era imensidão.
Olhar no rosto de cada um e sentir em mim tamanha gratidão
me deixou inteira.
Transbordei.
A cada olhar eu recebi carinho.
Minha alma foi lavada e renovada.
Esse laços foram remontados e fortalecidos.
Chorar poesia com vocês foi incrível.
Senhor, se na vida eu puder carregar pra sempre uma lembrança
conserve em mim a sensação de ter sido querida e amada como fui no dia 10 de dezembro de 2017.
Obrigada!
Tem dias que me acordo sedenta.
Simplesmente acordo como uma pedinte faminta.
Eu quero a vida.
Sinto meu peito abrir-se.
Projetar-se para fora.
Eu quero a vida.
Uma força surge no meio do meu ser.
Uma energia que pede para ser explorada.
É forte. Intensa. Grande.
Não cabe em mim.
Nesse instante danço.
Simplesmente acordo como uma pedinte faminta.
Eu quero a vida.
Sinto meu peito abrir-se.
Projetar-se para fora.
Eu quero a vida.
Uma força surge no meio do meu ser.
Uma energia que pede para ser explorada.
É forte. Intensa. Grande.
Não cabe em mim.
Nesse instante danço.
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Meu livro já não é mais meu.
Quando comecei a pensar no processo de produção do livro eu não achei que fosse possível tê-lo. Desconfiei. Insegurança!
Escrevo desde cedo. Tenho muito material espalhado entre cadernos e redes sociais. Durante muito tempo escondi o que produzia e não divulgava meus textos.
No meio desses retalhos de textos e poesias não quis que a escolha do material para o livro fosse um fardo e algo cansativo, então procurei aquelas que estavam mais perto de mim. Não entrei a fundo num processo de pesquisa de tudo que tenho produzido. Com o tempo, veio bastante dúvida, receio e medo. Pensamentos como "Caramba, eu devia ter inserido aquela poesia" ou "Poxa, não era pra ter colocado essa". Decidir o material, a ordem, a forma, o modelo, tudo isso foi de uma maneira bem espontânea e sem grandes pretensões. Não havia na minha cabeça nenhuma estratégia ou construção bem delineada. Na verdade, sinto falta de alguns textos. Enfim, tudo ficou pronto. E nossa, essa porra é possível! Perdoem o palavrão.
Ok! Agora é hora dele ser compartilhado. E é quando a magia começa a acontecer de fato. Meu livro não é mais meu. Ele se transforma e ganha diversos sentidos a cada nova leitura. Descubro que a cada leitor tenho um novo livro. Perceber que cada pessoa reconhece de uma forma única e singular o que ali está escrito, é magnífico. Nesse momento eu vejo que quando lançamos algo pro mundo essa coisa é transformada a cada encontro.
Isso me faz pensar sobre comunicação. Sobre o quanto nós podemos até saber o que falamos, mas não controlamos e dominamos o quê e como o outro vai escutar. Esse processo é sempre uma surpresa e uma construção. E o mais legal é que os sentidos que estão sendo dados sobre o que vem sendo lido vem me fazendo reler minhas próprias poesias por outras perspectivas. Vê que viagem louca!
Estou adorando os questionamentos. Estou adorando os " Oh, Crispim, tu escreveu isso pensando nisso foi? Tu sabe que lembra muito tal coisa né? Tu já experimentou ler ela desse jeito?
Ai que delícia. Melhor do que escrever um livro é saber como ele está sendo lido.
P.S.: Adorarei saber a opinião de cada um sobre o que leu e os significados percebidos em cada poesia. Dividam comigo, tá?
Caso vocês desejem um exemplar do meu livro é só entrar em contato pelo e-mail: andrezacrispim2@gmail.com que encontramos uma solução.
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Carta para meu/minha cliente.
Caro(a) cliente,
Quero admitir que nossa relação nem sempre será fácil. Iniciamos com muitas expectativas e a principal delas se resumi aos sentimentos de acolhimento, cuidado e confiança. Esse tripé constituí a nossa relação e é o que se espera que se baseie um processo psicoterapêutico. Sim, esse tripé é fundamental.
Nosso início é delicado. Você não me conhece. Eu também não faço idéia de quem és, porém, você está aqui diante de mim compartilhando sua história com a esperança de que isso seja transformador. E acredito que será. Após um tempo percebemos que nosso relacionamento está mais leve. Sem tantos receios e desconfianças. Ambos estamos mais confortáveis aqui. Há entre nós acolhimento, cuidado e confiança.
E é exatamente por acreditar nesse tripé que construímos e que estamos, constantemente, fortalecendo que lhe reafirmo: nossa relação nem sempre será fácil. Eu direi coisas que vão lhe machucar. E confesso, às vezes, vai doer em mim também. Porém, tais coisas serão essenciais, acredito eu, para o trabalho que VOCÊ se propôs da autodescoberta e do desvelamento da sua verdade interna. Eu não pretendo lhe poupar.
Quero deixar algo claro: eu NÃO trabalho PARA você. Eu trabalho COM você. Isso demarcará a nossa relação. Eu não lhe sirvo. Eu não lhe obedeço. Eu lhe ACOMPANHO no seu processo de autoconhecimento e minha função é facilitar e cuidar do processo e da forma como lida com ele. Então, em alguns momentos, serei dura com você. Não será gratuitamente, eu garanto! Procuro ser honesta quando você recorre a mentiras. E isso, geralmente, é um saco. Eu sei, mas me preocupo com a sua autenticidade.
Assim, quando você finge, revelo. Quando esconde, encontro. Quando foge, aponto. Quando você fala, escuto. Quando cala, eu falo. Quando escurece, acendo. Quando segura o choro, exponho. Quando sufoca a raiva, a ressalto. Quando debocha, fico séria. Quando evita, atraio.
Irritante né? Eu sei. Dói. Eu sei. Não vou lhe pedir desculpas por isso. Faz-se necessário para crescer. Estou bem aqui para ser honesta com você e ajudá-lo(a) a ser consigo mesmo. Eu lhe respeito e tento a todo custo cuidar para que também se respeite. Eu lhe vejo como sujeito capaz, livre e potente. Não vou lhe subjugar. Não vou diminuí-lo(a). Olho para a saúde e considero que a verdade liberta, apesar de suas inconveniências. Acredite, considero seus limites. Procuro seguir seu ritmo, seu tempo, seu momento. Ficarei atenta para não extrapolar sua capacidade de perceber e lidar com as coisas, no entanto, haverá circunstâncias em que vou apertar esperando que se supere. E em algumas situações você vai. Nesse ponto reafirmamos nosso laço.
Nossa relação é pautada no acolhimento, cuidado e confiança. Estou aqui com você. Sou presente. Disponível. Apoio. Confie. Você vai me odiar em alguns momentos. Só quero lhe dizer que entendo. Espero que isso lhe faça bem.
Atenciosamente,
Sua psicoterapeuta.
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Sim, eu tenho um livro.

Todos nós temos sonhos íntimos. Sonhos que aparecem na mais tenra idade e vai nos acompanhando na nossa história. Todos nós também temos aqueles (ou aquele) sonhos que sentimos que são apenas sonhos. Às vezes, nem temos a grande ambição de torná-los realidade. Eu tive o meu, como eu acredito que todo mundo o tenha. Desde pequena gostei de escrever. Desde que me entendo por gente (e olhe que foi cedo esse processo) uso a escrita como refúgio e expressão. Escrever era meu segredo, minha privacidade, meu íntimo. Na medida que fui crescendo fui tornando público esse meu relacionamento com as palavras, porém ainda de maneira tímida e cuidadosa. Guardava dentro de mim minhas fantasias, expectativas e aspirações de quem sabe um dia, um livro. E, a vida como sempre surpreendente, me dá a oportunidade de concretizar esse desejo.
PUTA QUE PARIU! Eu publiquei um livro. Perdoe-me os mais puritanos, mas tem sentimentos que só se expressam através de um palavrão e PUTA QUE PARIU é a maneira mais autêntica que tenho nesse momento pra comunicar que, UAU! Publiquei um livro.
Um livro de poesia. Logo ela que me salva de mim mesma e traduz o mundo pra mim. Logo ela que é terreno de afeto e dúvida. Logo ela que é tão magnífica. Sim, poesia. Com um título polêmico (Como disse meu amigo), Não Leio Poesia veio para massagear meu coração. São 100 páginas de simplicidade, bobagens e obviedades. São 100 páginas que transmitem um pouco do que penso, sinto e vivo. O que desejo agora é que de alguma forma essa obra possa tocar o outro. Que de alguma maneira alguém possa ver sentido no lido e ser encantado. Poesia é emoção. Que o livro (O meu!) possa emocionar.
Aqui está o link onde você pode ver esse projeto: http://editora.leoescrev e.com.br/2017/08/nao-leio-poes ia-sinopse-em-seu-livro-de. html e caso você deseje o exemplar impresso entra em contato comigo pelo e-mail andrezacrispim2@gmail.com que a gente resolve isso.
Gratidão, esse é o sentimento. Obrigada!
Assinar:
Postagens (Atom)
O céu que arde na terra.
Celeste nasceu em noite estrelada. Filha única de um casal maduro que já havia perdido a esperança de procriar. Celeste nasce como um milagr...
-
Há algo de mágico em despojar-se no chão. Eu diria até sagrado. Você já tentou? Aqui embaixo eu faço as pazes com a minha insignificância e...
-
Celeste nasceu em noite estrelada. Filha única de um casal maduro que já havia perdido a esperança de procriar. Celeste nasce como um milagr...
-
Meus cabelos caem. Os fios espalham-se pela casa. Para onde olho existe um pedaço de mim caído. Parece que me desfaço a cada fio. Parece que...



