
Depois vi que meu sobrinho também gostava de rir do simples. Um barulho de câmera fotográfica foi motivo suficiente para soltar risadas ao vento. Houve também o riso pelos sopros que focalizei na sua barriga e axila, além do meu olhar de reclamação cúmplice e jocoso. Meu sobrinho adorou rir das coisas mais banais que podiam ocorrer num dia comum.
Como é bom poder rir simplesmente por que é bom se rir. Rir sem precisar explicar o motivo do riso e que esse motivo seja respeitável. Rir por rir. Meu sobrinho me ajudou a (re)ver que na vida não é preciso grandes acontecimentos para despertar a vontade de sorrir e se renovar a cada risada. A vida faz graça quando estamos disponíveis a se agraciar. O riso está em si, e não nas coisas. Não importa o que for quem faz algo ser engraçado ou não, somos nós. Meu sobrinho não precisa do aval de ninguém para gargalhar, não há nada que lhe diga o que é engraçado ou não, ele rir por que rir e como é bom sentir e participar dessa experiência.
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